03 agosto 2015

Presidente Obama anuncia redução de emissões de CO2 no setor de energia nos EUA

03/08/2015 15h36 - Atualizado em 03/08/2015 15h46

Obama anuncia redução de emissões de CO2 no setor de energia nos EUA

Presidente americano lançou Plano de Energia Limpa nos Estados Unidos.
País terá de reduzir emissão de CO2 no setor em 32%, até 2030.

Do G1, em São Paulo
Obama fala sobre novo plano de redução de emissão de gases no setor de energia (Foto: Reprodução/YouTube/The White House)Obama fala sobre novo plano de redução de emissão de gases no setor de energia nesta segunda-feira (3) (Foto: Reprodução/YouTube/The White House)
O presidente Barack Obama lançou nesta segunda-feira (3) o Plano de Energia Limpa nosEstados Unidos, por meio do qual o setor de energia elétrica do país terá de reduzir em 32%, até 2030, as emissões de gases do efeito estufa em relação aos níveis de 2005.
A medida é o maior e mais importante passo que os EUA já deram para combater a mudança climática, afirmou o presidente durante o anúncio transmitido ao vivo na internet pela Casa Branca. "Nenhum desafio coloca maior ameaça para as gerações futuras do que a mudança climática", acrescentou o presidente americano.

O modelo de produção de energia dos EUA é baseado em termelétricas a carvão. As centrais elétricas são a maior fonte de emissão de gases do efeito estufa do país que contribui para a mudança climática. O país não tinha, até o momento, limites federais para as emissões pelas centrais elétricas.

“Nós limitamos a quantidade de químicos tóxicos, como o mercúrio, enxofre e arsênico em nosso ar e água. Mas as centrais elétricas ainda podem despejar quantidades ilimitadas de poluição de carbono no ar que respiramos”, disse Obama. “A mudança climática não é um problema para outra geração”.
Segundo Obama, cada estado americano vai ter a chance de criar um plano próprio para reduzir as emissões pelo setor energético. A ideia é premiar os estados que começarem a aplicar esses planos antes.
Encíclica papal
Durante o anuncio, Obama citou a encíclica do Papa Francisco sobre o meio ambiente ao dizer que tomar um atitude contra as mudanças climáticas é uma obrigação moral dos países.
A regulação anunciada nesta segunda dará início a uma transformação abrangente do setor elétrico norte-americano, encorajando uma agressiva mudança rumo a mais energias renováveis e afastando a geração via carvão.

Grupos industriais e alguns legisladores de Estados que contam com energia baseada no carvão disseram que vão desafiar o plano nos tribunais e por meio de manobras no Congresso, acusando a administração de um ataque à regulamentação que elevará os preços da energia.

Acordo com a China
No ano passado, os EUA e a China, os dois maiores poluidores do mundo, anunciaram um acordo para reduzir uas emissões de gases do efeito estufa na atmosfera.

Pelo acordo, os EUA pretendem cortar entre 26% e 28% as emissões de gases em até 11 anos, ou seja, até 2025, o que representa um número duas vezes maior que as reduções previstas entre 2005 e 2020.

Os chineses se comprometem a cortar as emissões até 2030, embora possa começar antes. Segundo presidente chinês, até lá 20% da energia produzida no país vai ter origem em fontes limpas e renováveis.

Cúpula do clima
A porta-voz do Meio Ambiente da Alemanha, Frauke Stamer, indicou à imprensa que a decisão do presidente Barack Obama é um "sinal importante" para a Cúpula do Clima da ONU que será realizada no final deste ano em Paris e que servirá para alcançar um acordo global para combater o aquecimento global.
"Aplaudimos que os Estados Unidos afrontem o desafio da mudança climática", afirmou Stamer.

A Cúpula do Clima de Paris tem o ambicioso objetivo de fechar um acordo internacional e vinculativo para reduzir as emissões de carbono e conter o aquecimento global.
Se atingir o objetivo, este novo acordo substituirá, a partir de 2020, o Protocolo de Kyoto. O objetivo é tentar conter o aumento da temperatura média do planeta em 2ºC até o fim deste século e, com isso, frear as alterações climáticas, que podem provocar catástrofes naturais em todo o mundo.
IPCC - arte (Foto: G1)

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