19 março 2015

Jornalista que obteve acesso raro ao 'EI' relata 'medo e brutalidade' em Mosul

Jornalista que obteve acesso raro ao 'EI' relata 'medo e brutalidade' em Mosul

  • 24 dezembro 2014
BBC
Jüergen Todenhöefer concedeu entrevista à BBC já em sua casa, em Munique
Um jornalista alemão que obteve acesso raro ao território comandado pelo grupo autodenominado Estado Islâmico (EI) no Iraque disse em entrevista à BBC que o grupo é mais forte, mais violento e mais difícil de enfrentar do que se imagina.
Jüergen Todenhöefer passou seis dias na cidade de Mosul, a segunda maior cidade iraquiana, hoje comandada pelo EI. Ele conseguiu chegar à cidade através de Raqqa, na Síria.
Segundo Todenhöefer os seguidores do EI estão extremamente motivados e dão todo apoio à brutalidade do grupo. Ainda segundo o autor, o fato de os militantes estarem espalhados pela cidade dificulta que eles sejam atingidos pelos ataques aéreos ocidentais.
O alemão testemunhou o grupo impor sua versão radical do islamismo sunita: cartazes dão instruções de como os homens devem se posicionar durante as orações e dizem às mulheres como elas devem se cobrir.
As pessoas são instruídas, por exemplo, a não usar roupas que "lembrem as usadas por mulheres ou homens infiéis".
Imagens em painéis publicitários foram pintadas de preto e as livrarias exibem panfletos e livros sobre regras religiosas, incluindo instruções para o tratamento de escravos.
Panfletos ensinam aos homens a posição de rezar e às mulheres, como se cobrir
O autor viu também crianças combatentes que carregavam armas para o chamado "califado" e encontrou recrutas do mundo todo, incluindo países como a Grã-Bretanha, Estados Unidos, Suécia e Trinidade e Tobago.

Governar pelo medo

Ex-político na Alemanha, Todenhöefer é o único estrangeiro que conseguiu viajar e sair do território comandando pelo grupo.
Na conversa que teve com a BBC em sua casa, em Munique, ele afirmou que ficou chocado com o entusiasmo pela violência e a ambição do grupo em levar a cabo o que chama de "limpeza religiosa" em paralelo à expansão do seu território.
"Existe um entusiasmo que eu nunca vi antes em uma zona de guerra", afirmou.
"Eles estão tão confiantes, têm tanta segurança. No começo deste ano, poucas pessoas conheciam o EI. Mas agora eles conquistaram uma área do tamanho da Grã-Bretanha. Isto é um movimento de 1% (de pessoas) com o poder de uma bomba nuclear ou de um tsunami."
Filmado pelo filho, com um documento que garantia a segurança de ambos, o material colhido por Todenhöefer dá a impressão de que o EI está mais preocupado em consolidar uma burocracia e permanece relativamente imune aos efeitos dos ataques aéreos da coalizão.
"Tive a impressão de que eles querem mostrar que o Estado Islâmico está funcionando", disse Todenhöefer.
O autor afirmou ainda que, na superfície, a vida parece mais normal do que ele esperava. Mas todos os cristãos e xiitas já fugiram de Mosul depois que os militantes do EI assumiram o poder.
O grupo agora tem seu próprio sistema judiciário, com bandeiras do EI penduradas nos tribunais. E também a própria polícia aplicando a severa lei islâmica.
O chefe da polícia local disse ao jornalista que não precisa mais administrar punições violentas na cidade: o medo, segundo Todenhöefer, parece funcionar como uma espécie de prevenção da violência.

Pessimista

Mas o que deixou o jornalista mais assustado foram as conversas que teve com militantes, ele conta. O autor disse que lembrava aos combatentes que a maioria dos capítulos do Corão começava com as palavras "Alá... o mais misericordioso".
"Eu perguntei: onde está a misericórdia? Nunca consegui uma resposta."
Todenhöefer estima que a cidade de Mosul agora está sendo mantida por alguns milhares de combatentes.
O autor acredita que o EI é mais forte no Iraque que na Síria. Na cidade síria de Raqqa, por exemplo, o quartel-general do grupo, ele afirma que o presidente sírio Bashar al-Assad ainda paga os salários dos funcionários do governo.
"Eles são os inimigos mais violentos e perigosos que já vi em minha vida. Não vejo ninguém com chances reais de pará-los. Apenas os árabes podem parar o EI. Voltei muito pessimista."
Todenhöefer disse que teve sorte em conseguir voltar para casa, levando em conta o número de ocidentais que foram decapitados pelo grupo.
BBC
Autor conta que conseguiu um documento que serviu como permissão para ir a Mosul, dado pelo 'gabinete do Califado'
Ele negociou o acesso ao território com um jihadista alemão durante meses e levou consigo, durante a viagem, uma permissão escrita emitida pelo "gabinete do Califado" que o protegeu em várias ocasiões.
"Algumas vezes, temi que eles pudessem mudar de ideia", disse.
Foi esse temor que, no fim, o fez decidir fugir com o filho pela fronteira com a Turquia. "Tive que correr por mil metros, com nossas malas e todas as nossas coisas", contou.
"Quando chegamos, senti uma felicidade incrível. Percebi então que estava carregando toneladas nos ombros. Liguei para minha família e, naquele momento, percebi que o que eu tinha feito não tinha sido fácil."

Anjo da Morte: veja o ‘Rambo’ da guerra no Iraque contra EI

Anjo da Morte: veja o ‘Rambo’ da guerra no Iraque contra EI

Abu, como é chamado, faz parte da Brigada Imam Ali, grupo xiita que luta na operação na cidade de Tikrit e estourou como uma figura cultuada nas redes sociais

atualizado às 10h22
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Ninguém sabe ao certo o nome real dele, mas foi chamado de Abu Azrael, um homem forte e alto, de barbas longas e cabeça raspada. Nos últimos dias, o militar virou “febre” na internet por ser reconhecido como o “Anjo da Morte”, ou último “Rambo” ao lutar pelo exército iraquiano contra os insurgentes do Estado Islâmico. As informações são da Al-Jazeera e Shiite News.
 Foto: Shiite News / Reprodução
"O Anjo da Morte": fotos do militar são divulgadas nas redes sociais
Foto: Shiite News / Reprodução
Abu é comandante da Brigada Imam Ali, grupo xiita que luta na operação Tikrit e estourou como uma figura cultuada nas redes sociais, em páginas criadas sobre ele – nas quais aparece em fotos segurando armas e vestindo uniforme. Algumas informações espalhadas na internet dizem que ele é professor universitário.
 Foto: Al-Jazeera / Reprodução
Ninguém sabe ainda quem é o Anjo da Morte, mas o suposto professor e herói da internet já apareceu em revistas e mídias internacionais
Foto: Al-Jazeera / Reprodução
Tikrit é a cidade natal de Saddam e tem uma grande importância estratégica para a minoria sunita do país. Alguns relatos locais que as forças iraquianas e xiitas já apreenderam grandes áreas da região.
Ninguém sabe ainda se as informações relacionadas ao "Rambo" iraquiano são verdadeiras, mas o suposto professor e “herói” da internet já apareceu em revistas e mídias internacionais.
A imprensa local cita o ‘Anjo da Morte’ como representação de um perfil cibernético contra-ataque – um herói contra os vilões extremistas. No entanto, o foco na pessoa do comandante traz uma questão maior, que é a confusão entre o espaço cibernético e o violento conflito real, o que vem se tornando cada vez mais difícil acontecer.
Novo vídeo do EI mostra criança executando espião israelense
Um exemplo recente foram vídeos publicados pelo Estado Islâmico, com militantes executando civis inocentes em imagens semelhantes a jogos de videogame. O autor dos disparos foi chamado de “Sniper de Bagdá”, uma comparação ao recente filme de Hollywood, “Sniper Americano” (com direção de Clint Eastwood).

17 março 2015

Obama receberá premiê italiano em abril

 postado em 17/03/2015 11:10
O presidente de Estados Unidos, Barack Obama, receberá em 17 de abril, em Washington, o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, com foco principal na crise da Ucrânia e luta antiterrorismo, informou a Casa Branca.
Por ocasião da primeira visita de Renzi a Washington, os dois governantes também discutirão sobre a crise na Líbia e a luta contra o grupo radical Estado Islâmico (EI).
A Itália é um dos principais membros do bloco da Eurozona e Obama está interessado em negociar um acordo de livre comércio transatlântico.

Novo Código de Processo Civil é publicado com sete vetos O conjunto de normas define como se dá o curso de um processo na Justiça, com prazos, tipos de recursos, competências e formas de tramitação

 
    

 postado em 17/03/2015 08:07 / atualizado em 17/03/2015 09:03
Roberto Stuckert Filho/PR

O novo Código de Processo Civil está publicado no Diário Oficial da União (dou) desta terça-feira, com a sete dispositivos. Sancionado na segunda-feira, pela presidente Dilma Rousseff em solenidade no Palácio do Planalto, o texto substituirá a Lei 5.869/1973, em vigor há 42 anos, trazendo mudanças que prometem simplificar a tramitação e a conhecida grande demora dos processos na Justiça.

Entre os pontos retirados por Dilma do texto aprovado pelo Congresso em dezembro passado estão o artigo 333 e o inciso XII do artigo 1.015, que permitiam a conversão de processos individuais em ação coletiva. "Da forma como foi redigido, o dispositivo poderia levar à conversão de ação individual em ação coletiva de maneira pouco criteriosa, inclusive em detrimento do interesse das partes. O tema exige disciplina própria para garantir a plena eficácia do instituto. Além disso, o novo código já contempla mecanismos para tratar demandas repetitivas", justificou Dilma na mensagem sobre o veto enviada aos parlamentares. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também se manifestou favorável ao veto.

Dilma ainda rejeitou o trecho que previa o uso de carta rogatória para o pedido de cooperação entre órgão jurisdicional brasileiro e órgão jurisdicional estrangeiro para prática de ato de citação, intimação, notificação judicial, colheita de provas, obtenção de informações e cumprimento de decisão interlocutória, sempre que o ato estrangeiro constituir decisão a ser executada no Brasil. Segundo a presidente, o texto dava a entender que determinados atos só poderiam ser praticados exclusivamente por meio de carta rogatória, "o que afetaria a celeridade e efetividade da cooperação jurídica internacional que, nesses casos, poderia ser processada pela via do auxílio direto."

Outro ponto excluído refere-se à correção de prestações de bem penhorado, que deveria ocorrer mensalmente pelo índice oficial de atualização financeira. Para rejeitar o item, Dilma alegou que "o dispositivo institui correção monetária mensal por um índice oficial de preços, o que caracteriza indexação. Sua introdução potencializaria a memória inflacionária, culminando em uma indesejada inflação inercial".

Nova lei


O Código de Processo Civil consiste num conjunto de normas que define como se dá o curso de um processo na Justiça, com prazos, tipos de recursos, competências e formas de tramitação. Entre as novidades trazidas com o novo texto, uma das mais importantes é determinação da criação de centros de mediação e conciliação nos tribunais para incentivar a solução dos conflitos, de forma consensual, e assim evitar a abertura de uma ação judicial. "A conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos deverão ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público, inclusive no curso do processo judicial", diz o texto.

O novo código também extingue vários recursos no decorrer da ação, restringe o uso de alguns deles e ainda estabelece a cobrança de multa para quem entrar com muitos recursos seguidos, como forma de evitar o uso desses instrumentos simplesmente para protelar as ações, retardar pagamentos ou adiar o cumprimento de outras obrigações.

Entre outras inovações, o novo código traz ainda o julgamento de causas por ordem cronológica e a introdução do chamado incidente de resolução de demandas repetitivas, pelo qual ações ficarão paralisadas em primeira instância até o julgamento de um tribunal superior, que ao fim aplicará a decisão a todos os casos idênticos.

Durante a sanção, a presidente Dilma afirmou que "este novo código se identifica com as demandas de um novo país, que passou a ter, nas últimas décadas, um povo mais exigente, mais ciente de seus direitos, com autoestima elevada e com acesso a direitos e a atividades que por muito tempo foram negados ou desconsiderados". Dilma destacou ainda que "Justiça boa é Justiça rápida e efetiva". O novo Código de Processo Civil entrará em vigor em 2016.

First Lady Michelle Obama: Let's Ensure That Every Girl Can Learn

First Lady Michelle Obama writes in the Wall Street Journal on the Let Girls Learn initiative and our efforts to expand access to education for girls around the world. Read a few excerpts below, and check out the full op-ed here. 

This week I will travel to Tokyo to join Akie Abe, the wife of Japan’s prime minister, as the United States and Japan announce a new partnership to educate girls across the globe. As part of this effort, the U.S. government has launched an international initiative, called “Let Girls Learn,” to help girls in developing countries go to school and stay in school.
These new investments—along with previous investments by countries like the United Kingdom—reflect a growing global consensus that when 62 million girls world-wide are not in school, that is not only a tragic waste of human potential. It is also a serious public-health challenge, a drag on national economies and global prosperity, and a threat to the security of countries around the world, including our own.
. . .
We cannot address the issue of girls’ education unless we are also willing to confront the complex issues that keep so many girls out of school in the first place: from female genital cutting/mutilation, to early and forced marriage, to economic disincentives like unaffordable school fees and the loss of girls’ household labor.
Safety is a perfect example. Many parents in the developing world are afraid that their daughters will be sexually assaulted while walking to or from school. This is an understandable concern to which any parent can relate. But in many communities, parents aren’t just worried about terrible physical and emotional harm to their daughters, they are also worried about the harm to her marriage prospects—that she’ll be considered “damaged goods” and have no one to provide for her in adulthood.
Consequently, in working to educate girls, we are often asking people to change or disregard deeply held community values and traditions and do what seems to be against their daughters’ best interests. So while the education gender gap is a global challenge, its root causes are often local, and they call for local solutions. That is the guiding principle behind Let Girls Learn, which is centered around a new, community-focused initiative run by the Peace Corps.
. . . 
While the focus of this work is international, Let Girls Learn is also about inspiring young people here at home to commit to their education. Through Let Girls Learn, I want girls—and boys—here in the U.S. to learn about the challenges girls world-wide face in getting an education. I want them to understand that even though their own school might be far from perfect—and my husband is working hard to change that—they still have a responsibility to show up every day and learn as much as they can. And I want them to connect with other young people from every background and nationality, particularly young women who set such a powerful example.
Read the full Wall Street Journal op-ed here. 
Related Topics: Education, Foreign Policy, Women
Tanya Somanader
Tanya Somanader
March 16, 2015 
03:57 PM EDT

01 março 2015

José Pedro é Fabrício Melgaço Primogênito é o grande inimigo de José Alfredo

 

José Pedro é Fabrício Melgaço

Primogênito é o grande inimigo de José Alfredo

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Publicação:01/03/2015 12:06Atualização:01/03/2015 12:16
José Pedro é Fabrício Melgaço (TV Globo / Divulgação)
José Pedro é Fabrício Melgaço
Em cena que vai ao ar no dia 10 de março será revelado o grande mistério: quem é o inimigo do Comendador José Alfredo. E nada menos que José Pedro, seu primogênito, é o autor de tantas maldições contra o protagonista e toda a família 'imperial'.

A Globo divulgou detalhes da cena da revelação, um diálogo entre José Pedro e o ex-mordomo Silviano.

Pedro não faz cerimônia e questiona a atitude do mordomo: "Vou direto ao ponto: você ia atirar no meupai?". Silviano gagueja ao responder, mas garante que sim: "Era uma oportunidade única". Mas o filho de José Alfredo reclama: "Tomou uma atitude sem me consultar antes! Por acaso eu dei ordem pra fazer isso?".

O ex-marido de Marta (Lilia Cabral) pede perdão, mas Pedro não tolera. "Já te falei que nessas horas não tem nenhum José Pedro! Aqui, eu sou o outro: meu nome é Fabrício Melgaço".