19 dezembro 2015

Obama encontra familiares de vítimas de atentado de San Bernardino

Agencia EFE
19/12/2015 08h11 - Atualizado em 19/12/2015 08h11

Obama encontra familiares de vítimas de atentado de San Bernardino

14 pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas em massacre terrorista.
Antes de ir para o Havaí, onde passará as festas, Obama visitou local.

Da EFE
Obama se encontrou com familiares das vítimas dos tiroteios em San Bernardino  (Foto: Jonathan Ernst/ Reuters)Obama se encontrou com familiares das vítimas dos tiroteios em San Bernardino (Foto: Jonathan Ernst/ Reuters)
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a primeira-dama, Michelle, visitaram nesta sexta-feira San Bernardino, na Califórnia, para se reunir em privado com familiares das vítimas do atentado terrorista que deixou 14 mortos.
No último dia 2, os terroristas e supostos seguidores do Estado Islâmico (EI) Syed Farook, de nacionalidade americana, e sua esposa, Tashfeen Malik, paquistanesa, atacaram um centro de assistência para incapacitados em San Bernardino, mataram 14 pessoas e feriram mais de 20 em um atentado que os investigadores do FBI vinculam ao extremismo islamita.
Antes de ir para Honolulu, no Havaí, onde passará o recesso de festas com sua família, o presidente Obama teve em San Bernardino reuniões privadas e afastadas das câmaras com parentes das vítimas do atentado, assim como com os primeiros membros dos serviços de emergência que foram ao local do ataque.
A visita, que só teve poucos detalhes divulgados pela imprensa, foi até de noite, mais do que as duas horas previstas na agenda do presidente, e o encontro de Obama com os familiares das vítimas aconteceu no Indian Springs High School da cidade californiana.
Após a reunião, Obama afirmou que foi "emocionante" se reunir com famílias que são "representantes" da força, da unidade e do amor da comunidade de San Bernardino, segundo um comunicado da Casa Branca.
"Apesar da dor e da angústia que estão sofrendo, não puderam ser mais inspiradores", disse o presidente, que acrescentou que o encontro serviu para lembrá-lo o bom que há nos Estados Unidos.
De manhã, Obama destacou em entrevista coletiva na Casa Branca, na que fez o balanço do ano de 2015, que é "muito difícil detectar lobos solitários", como os terroristas de San Bernardino.
Além disso, o presidente voltou a defender sua estratégia contra o EI, prometeu "derrotar" o grupo jihadista e apelou para a busca de "equilíbrio" entre segurança e privacidade na luta antiterrorista.
Por outro lado, a viagem de Obama coincidiu com a declaração do estado de emergência no condado de San Bernardino para "ajudar a comunidade a se recuperar do atentado terrorista".
O governador da Califórnia, Jerry Brown, justificou esta decisão argumentando que as circunstâncias do ataque, por sua magnitude, estão além do controle dos serviços e pessoal de um só governo local e "requerem" forças combinadas de apoio e ajuda mútuas.
"Vejo que as condições de desastre e risco extremo para a segurança das pessoas e a propriedade existem em San Bernardino devido a este ataque", afirmou Brown.
A investigação do FBI sobre o ataque terrorista continua, e quarta-feira Enrique Márquez, o hispânico que comprou dois rifles usados no atentado, foi acusado de conspiração para fornecer apoio material a terroristas, compra ilegal de armas e fraude migratória por organizar um casamento de conveniência.
Amigo de Syed Farook, Márquez, de 24 anos, é acusado também de conspiração por seu papel no planejamento de dois ataques terroristas em solo americano em 2011 e 2012 que não chegaram a acontecer.
A denúncia sustenta que o jovem latino, que se converteu ao Islã em torno de 2007, comprou os dois rifles para Farook, para que não ficassem registrados em seu nome, assim como material explosivo.
Em 2011, Márquez e Farook começaram a idealizar atos terroristas, como o plano para atacar a biblioteca ou a cafeteria do Riverside Community College (RCC), onde ambos tinham estudado, e o ataque à estrada estadual SR-91 durante a hora do rush.
A partir de 2012, segundo o relato de Márquez, ele se distanciou de Farook.
Os investigadores não encontraram evidências de que Márquez tenha participado do ataque de San Bernardino ou tivesse conhecimento prévio de que ele aconteceria.

11 dezembro 2015

It is possible to be a secret agent and a Christian 3?

It is possible to be a secret agent and a Christian 3?

"That day David fled from Saul and went to Achish the king of Gath.
However the Aquis advisers told him: "Is not this David the king of the land of Israel is not the one who sang about in their dances: 'Saul struck his thousands, and David his tens of thousands'?"
David took to heart these words and was very afraid of Achish the king of Gath.
Therefore, in their presence he pretended to be mad; while he was with them, he acted like a madman, striking out the city gates and letting saliva dripping down his beard.
Aquis told his advisers, "See this man He's crazy Why bring it here!?
I would fail me crazy for you to bring it act crazy in front of me? What he came to do in my palace? "
1 Samuel 21: 10-15
Continuing what I wrote a while ago. It would be possible to be a Christian and be an agent working for his country in the collection of information or intelligence of this?
First, as in the examples I have collected, they are one of them. David here yet general in the army. Runs away from Saul and the way is the Priest. David to save his life mind. As I have said much greater yields to much smaller, lying is always wrong, but gives way to the greater good of saving your life or someone else's.
Second, eat the shewbread that it was not lawful, which shows us that given the need it excludes the unlawfulness of the act.
Third, it appropriates the gun that was by hand.
Room, in the presence of King Aquis gate, seeing that his life was in danger, David pretended to be crazy not to die.
David uses every trick that you were to hand to take forward its mission: to become King of Israel!
In her fieldwork, the Christian must understand that the resources that God has placed him at the hands should be used. That sin is not to do good, but understand ... David did because it was at risk of life and needed to be saved. Many may think they can do whatever they want, here and there, which is not true! You, under the authority granted is that it can act.
An example:
Some time ago knew this fact: A group to see who wanted to kill a certain person, they also said they wanted to kill him. They let the previous group, who had reported that this person was a thief, is continued acting.
And wherever this person was the word thief perseguia.Ele, of course, was in danger of life.
Because? Why or Superman was there, because it is faster than a speeding bullet or staff had full confidence in the job.
They managed most of your goal, and I, when he learned of this fact, understood.
Another group, long before this, is that had spread that the guy was a thief, only in order to pursue and destroy. See, same action, but different goals.
What makes your action, just or unjust, is your goal, your moral compass and ethics. Action just or unjust action.
Ask God for wisdom and understanding, and the Lord will guide your work.

06 dezembro 2015

Ex-preso de Guantánamo, afegão lidera guerra contra o Estado Islâmico

Ex-preso de Guantánamo, afegão lidera guerra contra o Estado Islâmico
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Joseph Goldstein
Em Cabul (Afeganistão)
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  • Andrew Quilty/The New York Times
Hajji Ghalib fez exatamente o que os militares dos EUA temiam que ele fizesse depois de sua libertação da prisão de Guantánamo: ele voltou ao campo de batalha no Afeganistão.
Mas em vez de se preocupar com Ghalib, os norte-americanos poderiam ter pensado em incentivá-lo. Magro e queimado de sol, ele agora está liderando a luta contra o Taleban e o Estado Islâmico numa faixa do leste do Afeganistão.
Sua eficácia fez com que fosse nomeado como representante do governo afegão em algumas das regiões mais devastadas pela guerra do país. Autoridades afegãs e norte-americanas o descrevem como um combatente ferrenho e eficiente contra a insurgência, e os militares norte-americanos às vezes apoiam seus homens com ataques aéreos --embora Ghalib reclame que não há tantos aviões de bombardeio e drones quanto gostaria.
Relatos sobre ex-prisioneiros de Guantánamo que foram lutar ao lado do Taleban ou do Estado Islâmico se tornaram comuns. Assim como aqueles sobre presos inocentes que foram capturados pelos EUA e jogados na prisão sem recurso ou apelo. Mas isto é novidade: a história de um homem rotulado injustamente como combatente inimigo e preso em Guantánamo por quatro anos, que depois se torna um aliado firme dos EUA no campo de batalha.
Aos 54 anos, Ghalib tem o rosto enrugado, olhos exaustos e ao mesmo tempo atentos, como se tudo o que esperassem ver é a próxima desgraça que se abaterá sobre sua vida. Já foram muitas, entre elas a morte de ambas suas esposas, suas filhas, uma irmã e um neto nas mãos dos Taleban.
"Para ser honesto, não tenho boas memórias de vida", disse Ghalib.
Em entrevista recente em Cabul, ele catalogou os inimigos que combateu numa vida inteira de luta --primeiro os soviéticos, durante a jihad da década de 1980; depois, o Taleban nas três décadas seguintes; e agora o Estado Islâmico.
Demorou mais para enumerar a longa lista de parentes que ele perdeu ao longo dessas décadas de calamidade, desde um irmão que morreu na guerra contra os soviéticos na década de 1980 até seu sogro de 70 anos, que foi decapitado este mês. O Taleban matou mais de 19 parentes ao todo.
"Tudo tem sido guerra e morte", lamentou.
Agora, sua luta mais recente o colocou contra um homem que ele considerava um amigo próximo: um poeta chamado Abdul Rahim Muslim Dost, que vivia a seu lado em Guantánamo.
Embora Ghalib tenha escolhido rejeitar o ressentimento e lutar em prol do governo apoiado pelos EUA, seu antigo amigo Dost agora lidera os combatentes do Estado Islâmico que as forças de Ghalib estão tentando expulsar do leste do Afeganistão.
Mas há alguns anos, presos no mesmo prédio em Guantánamo, eles passavam os dias debatendo política e a religião.
Dost, um homem sisudo mas perspicaz, que era conhecido pela poesia que entalhava nas laterais das canecas de café por falta de outro material para escrever, era inflexível ao dizer que só havia um caminho depois que fossem soltos: ir ao Paquistão e entrar para a jihad. Ele falava em unir todo o mundo muçulmano.
Ghalib tinha outros planos. "Eu argumentava que nós éramos afegãos e devíamos apoiar o Afeganistão", disse ele, o que significava defender o governo atual, apoiado pelos Estados Unidos, que substituiu o Taleban. Era a opinião da minoria, mas ele não tinha medo de compartilhá-la com nenhum de seus compatriotas presos. "Éramos amigos uns dos outros, apesar das opiniões diferentes", disse ele.
Como Ghalib foi parar no cativeiro dos EUA é uma outra história desconcertante. Depois de ganhar reputação como um comandante eficaz contra os soviéticos e o Taleban, tornou-se chefe de polícia do novo governo afegão após derrubada do Taleban em 2001. Mas em 2003, ele foi preso depois que soldados norte-americanos encontraram dispositivos explosivos ao lado do complexo do governo onde ele trabalhava. Isso aparentemente bastava. Havia também várias cartas que o ligavam a figuras do Taleban, embora autoridades dos EUA tenham admitido que elas podem ter sido forjadas.
Um dos militares que avaliou as provas contra ele explicou que não "acreditava muito na credibilidade de nenhuma das cartas", de acordo com uma transcrição do tribunal.
Isso Ghalib confuso. "Então por que você está me prendendo?"
Em Guantánamo, Ghalib explicou muitas vezes a seus captores que tinha lutado contra o Taleban ao longo dos anos e tinha até mesmo ajudado as forças norte-americanas contra a Al Qaeda em Tora Bora. Ele citou os nomes dos principais comandantes anti-Taleban que confirmariam sua história.
Investigadores norte-americanos finalmente concluíram que o "detento não foi considerado membro da Al Qaeda ou do Taleban", de acordo com um documento militar que descrevia as provas. Apesar disso, os militares consideraram Ghalib de "médio risco", observando que ele podia se tornar um inimigo forte por causa de seus anos de experiência como comandante em combates, ainda que do lado do governo, antes da detenção.
Finalmente, em 2007, Ghalib foi solto.
Ele lembra que saiu de Guantánamo irritado não só com os militares dos EUA por causa da "tortura psicológica" a que foi submetido, mas também com o governo afegão por não pressionar por sua libertação. No entanto, ele estava determinado a não deixar que as dificuldades daqueles quatro anos alterassem o rumo de sua vida.
Ghalib decidiu que se guiaria pela "dor que o meu povo e meu país está passando, que é a coisa mais importante".
Mas sua própria tristeza só aumentaria nos anos seguintes.
"Meu sonho era voltar para casa e viver em paz", disse Ghalib. "Mas ninguém me deixou fazer isso."
Tudo começou com uma estrada, ou pelo menos com a ideia de uma estrada, que sua tribo Shinwari queria construir no distrito de Ghalib, na província de Nangarhar, onde ele nasceu. Como um ancião tribal, Ghalib assumiu um papel de liderança no projeto que tinha financiamento internacional.
Quase que imediatamente, o Taleban começou a ameaçá-lo por trabalhar com os estrangeiros, e logo os insurgentes começaram a assassinar seus parentes.
Neste verão, membros da tribo Shinwari pediram que ele fosse transferido dois distritos ao sul, para resgatar uma região problemática chamada Achin, onde um cinturão de aldeias caiu vítima de uma nova ameaça: combatentes do Estado Islâmico sob o comando de Dost, seu velho amigo de Guantánamo. Os militantes tinham empurrado dez anciãos da tribo em uma trincheira cheia de explosivos e gravado um vídeo da explosão que os matou.
Quando Ghalib chegou, no papel de novo governador do distrito, ele colocou sobre sua mesa uma fotografia do neto de dois anos, morto no bombardeio a um cemitério. "Cada vez que olho para ele, isso faz meu coração explodir e fico motivado", disse ele. "É por isso que eu mesmo comando todas as operações."
Numa batalha neste verão, Ghalib descreveu como ele e seu filho lideraram uma força de policiais e soldados contra os combatentes do Estado Islâmico que ameaçavam invadir o pequeno centro do distrito de Achin. Depois de serem atingidos por explosões de bombas na estrada, a maior parte dos combatentes recuou, deixando Ghalib e seu filho sozinhos para enfrentar cerca de 15 combatentes do Estado Islâmico.
"Conseguimos atirar em muitos", disse ele.
Em momentos como esse, disse Ghalib, ele não ficaria surpreso de encontrar Dost entre os jihadistas, atirando contra ele --dizem que Dost costuma estar na linha de frente.
Mas Ghalib falou que teria pouco a dizer a Dost neste ponto: "ele mata civis, pessoas inocentes e crianças".
"Não vamos poupá-lo quando eu encontrá-lo no campo de batalha", disse Ghalib com naturalidade. E se ele tiver chance, "também não vai me deixar viver", disse.
Tradutor: Eloise De Vylder

04 dezembro 2015

Acordos usados com terroristas do passado não funcionariam com o EI; entenda

Concordo; Ataques terrestres são mais precisos e plano para estruturação dos locais reconquistados.


Acordos usados com terroristas do passado não funcionariam com o EI; entenda
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Larissa Leiros Baroni
Do UOL, em São Paulo
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De mesquitas a resorts turísticos: veja atentados do Estado Islâmico11 fotos

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FRANÇA, 11 de janeiro de 2015 - Um ataque ao semanário satírico Charlie Hebdo deixou 12 pessoas mortas, incluindo cartunistas famosos da publicação. Dois ataques que se seguiram - um deles em um supermercado judaico - deixaram outros cinco mortos Leia mais Kenzo Tribouillard/ AFP
Após os atentados terroristas no dia 13 de novembro em Paris, que mataram 130 pessoas, o governo francês --com a ajuda de importantes parceiros [Estado Unidos e Rússia]-- intensificou os bombardeios aéreos contra o Estado Islâmico na tentativa de aniquilar ou enfraquecer o movimento jihadista. Algo que no passado aconteceu com os grupos separatistas ETA (Pátria Basca e Liberdade), IRA (Exército Republicano Irlandês), Tigres Tamil (Sri Lanka) e mais recentemente, e ainda em andamento, com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
"O terrorismo entendido como o uso de violência indiscriminada para o alcance de uma determinada causa é um fenômeno bastante antigo, com o início na Revolução Francesa (1789-1799)", disse Paulo Wrobel, professor de relações internacionais da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro). A diferença entre os grupos do passado e os da atualidade, segundo ele, está nos objetivos.
AFP
ETA: o grupo separatista, fundado em 1959, luta pela autonomia da região do País Basco, que engloba parte do norte da Espanha e do sudoeste da França. O grupo perdeu força com o processo de redemocratização do país, em 1977. Em 2011, anunciou um cessar-fogo.
Cathal McNaughton/Reuters
IRA: fundado em 1919, o grupo visava separar o país do Reino Unido e reanexá-lo à República da Irlanda. Mais de 3.500 pessoas morreram ao longo de mais de duas décadas de guerrilha. Em 2005, após negociações políticas, o IRA anuncia o fim da luta armada e a entrega de armas. Alguns grupos dissidentes, no entanto, continuam tentando realizar atentados.
Gemunu Amarasinghe/AP
Tigres Tâmeis: Fundado em 1976, o grupo separatista ligado à minoria tâmil do Sri Lanka luta pela independência de região do nordeste da ilha. Enfraquecidos, em 2001, após anos de luta armada, o grupo anunciou um cessar-fogo. A guerrilha deixou cerca de 70 mil mortos, segundo dados oficiais
Jair Cabal/AFP
Farc: a organização guerrilheira de inspiração comunista nasceu no contexto dos embates entre forças liberais e conservadoras na Colômbia na década de 1960. Com o passar dos anos, o grupo recorreu ao narcotráfico para garantir o sustento de suas atividades. Atualmente, está em curso um diálogo de paz entre o grupo guerrilheiro e o governo colombiano.
Enquanto o IRA, o ETA, os Tigres e as Farc foram criados a partir de uma ideologia política, o Estado Islâmico --assim como a Al-Qaeda, o Hamas e o Boko haram, por exemplo-- surgem com um ideal religioso. "Diferenças que os tornam muito distintos e, portanto, inviabilizam o uso das mesmas medidas para combatê-los", afirma Wrobel, que descarta a possibilidade dos acordos políticos e de paz auxiliarem no combate aos grupos extremistas.
"Os grupos do passado mencionados tinham um propósito político claro, que pode ser objeto de concessões políticas [no caso do IRA] ou de uma derrota militar [a exemplo do ETA]. Já o Estado Islâmico tem a pretensão de transformar o mundo inteiro em uma comunidade muçulmana. Algo inegociável", aponta o professor da PUC-Rio, que também cita diferenças na finalidade do uso da violência nestas duas categorias de grupos terroristas. "Uma usa o terror para forçar uma negociação do governo. A outra, em contrapartida, quer pura e simplesmente aterrorizar a população civil desarmada."
O IRA, por exemplo, comunicava a população de suas ações com antecedência para evitar que civis se ferissem, conta Wrobel. "Já o Estado Islâmico visa matar o maior número de pessoas possível só para gerar pânico." Uma estratégia que o especialista classifica de "covarde" e "fadada ao fracasso", embora bastante "devastadora".
Conforme acrescenta Heni Ozi Cukier, professor de relações internacionais da ESPM, o que dificulta o combate dos grupos extremistas é a falta de nacionalidade deles. "Diferente dos grupos nacionalistas do passado, eles não lutam contra um governo local e são alocados em áreas não governadas por ninguém. O EI é um 'Estado'", afirma.

Caminho para o combate aos grupos extremistas

A luta armada é o único caminho para enfraquecer os grupos extremistas, na opinião dos dois especialistas. "A coalizão internacional para uma ofensiva é mais do que necessária", afirma Wrobel. "Isso é uma guerra". Cukier, no entanto, diz que os ataques aéreos à Síria não seriam suficientes. "A invasão terrestre é mais do que necessária e ela não deve se restringir ao país sírio. É preciso expandi-la ao Iraque."
Os ataques aéreos, na opinião do professor da ESPM, tendem a matar muitos civis inocentes, além de fortalecer o discurso do Estado Islâmico para atrair mais combatentes e fortalecer sua tropa. "Para conseguir enfraquecer o grupo, é preciso atacar diretamente sua fonte de financiamento e sua tropa. E somente o uso da força militar terrestre pode conseguir isso."
Segundo Cukier, a intervenção militar também deve ser aliada a um plano de reconstrução dos dois países (Iraque e Síria). "Vale lembrar que esses grupos nascem e se estabelecem em regiões em conflito. Se não houver uma reestruturação nos países, o vácuo deixado com o fim da guerra vai propiciar a criação de novos 'Estados Islâmicos'".
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Conheça grupos guerrilheiros antigos e novos ao redor do mundo12 fotos

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EXÉRCITO REPUBLICANO IRLANDÊS (IRLANDA DO NORTE) - O Exército Republicano Irlandês (IRA, na sigla em inglês) foi um grupo paramilitar católico separatista fundado em 1919 na Irlanda do Norte. Seu objetivo era separar o país do Reino Unido e reanexá-lo à República da Irlanda. Em seu período de maior atuação, recorreu a métodos terroristas, com ataques à bomba e emboscadas contra alvos protestantes. Mais de 3.500 pessoas morreram ao longo de mais de duas décadas de guerrilha. Em 28 de Julho de 2005, o IRA anuncia o fim da luta armada e a entrega de armas. No entanto, alguns grupos dissidentes do IRA, contrários à política de desarmamento, continuam tentando realizar atentados. Na imagem, integrante do IRA posa com arma em localidade desconhecida da Irlanda em 2003 AFP

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